sábado, março 15, 2008

Como gerar leads para o seu site... Ahn?!
Por Garota MAD

O lema da HotHouse Interactive é Building Business Online - construindo negócios online. Nas últimas três semanas, essa forma de construção tem sido meu maior aprendizado. Até porque, o lead - ou lide - para quem tem formação de jornalista, como eu, tem um significado um pouquinho diferente... Quem, o quê, onde, quando, como, ahn?

Faço parte do time que cuida do site da Toyota na Australia e o nosso desafio não é só layoutar um site lindo e funcional, mas analisar cada clique dado pelos internautas, estimular o download de brochuras, estimular o contato dos internautas com concessionárias, marcar test-drives... essas coisas. E gerar relatórios periodicos para o cliente, comprovando como o espaço virtual contribui para o de$envolvimento dos negócio$ da empresa (em miúdos: vendas de carros).

Tem sido uma danada de uma curva de aprendizado pra mim e eu estou amando cada segundo. O básico da produção de mídias digitais voltado à geração de negócios começa com um negócio chamado lead (ou pista, rastro,...). A HotHouse perderia sua razão de existir se não se empenhasse tanto para perseguir essas leads deixados pelos internautas.

Rastreamos cada banner enviado para portais alheios, estamos de olho nos cliques duplos (por sinal, a DoubleClick, que é a empresa que usamos para inserir códigos de rastreamento nas páginas web, foi comprada esta semana pela Google por mais de US$ 3 bi!), fazemos tanta coisa que eu ainda não consigo nem enumerar.

Mas é a organização da empresa, os processos e envolvimento da equipe em todas as fases do negócio (da estratégia, planejamento, à redação de orçamentos, produção, testes e cobrança) que me deixam tão animada!

Pra quem quiser ler um pouquinho mais sobre leads, segue um link interessante

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Blu-Ray vence guerra contra HD-DVD
Da IT Web

... Na Austrália essa batalha já estava ganha há tempos ...

A guerra de formatos da nova geração de DVDs acabou oficialmente nesta terça-feira (13/02) com um comunicado da Toshiba de que não irá mais "desenvolver, produzir e comercializar gravadores e players de HD DVD".

A empresa garantiu, no entanto, que continuará a prestar suporte e serviços aos consumidores que compraram produtos com esta tecnologia e manterá a colaboração com as companhias que se juntaram a ela para desenvolver o mercado de HD DVD, como os estúdios Universal, Paramount e DreamWorks, além da Microsoft, Intel e a HP.

"A Toshiba estudará possíveis colaborações com estas empresa para explorar oportunidades de negócio futuras, utilizando os ativos desenvolvidos com o desenvolvimento do HD DVD. O envio de gravadores e players para as revendas será reduzido e se encerrará no fim de março. A produção em massa de drives para consoles (no caso o Xbox 360) e para PCs também acabará no mesmo período.

As especulações sobre o posicionamento da empresa surgiram no fim de semana, quando uma fonte afirmou à agência de notícias Reuters que a Toshiba tomaria esta decisão.

"Nós analisamos cuidadosamente os impactos de prosseguir com chamada 'guerra de formatos da próxima geração' e concluímos que uma decisão rápida ajudará o mercado a se desenvolver melhor", afirmou Atsutoshi Nishida, presidente e CEO da Toshiba Corporation.

No comunicado desta terça-feira, a Toshiba não afirma se irá apoiar o padrão Blu-Ray. Mas Nishida afirmou, após o anúncio que isto não irá acontecer. A Toshiba continuará a apoiar o padrão atual de DVDs e com os esforços para "permitir que o público tenha acesso a conteúdos em alta definição", com o desenvolvimento de módulos de memórias NAND flash de alta densidade, CPUs da próxima geração, tecnologias sem-fio e de encriptação.

sábado, fevereiro 16, 2008

Mobile TV para fãs do Sport
Do Australian IT


A batalha pela televisão móvel já está esquentando na Austrália, com o serviço BigPond da Telstra (equivalente à nossa Embratel) preparando-se para lançar o primeiro show esportivo de fim de semana com produção exclusiva para mobile TV.

BigPond Sports Weekend, como foi batizado o serviço, vai ser lançado comercialmente na Australia no dia 23 deste mês. Os usuários do serviço terão 18h de proramação de esportes locais aos sábados e domingos."A ação leva coberturas esportivas online e mobile a um novo nível", declarou Justin Milne, CEO da BigPond.

"Colocamos um abragente pacote esportivo para o mobile, ampliando os nossos direitos exclusivos para coberturas da NRL (National Rugby League), AFL (Australian Football League) e V8 Supercars (corrida), além de novos conteúdos. São 18 horas de ação esportiva acelerada no mobile, começando às 9h do sábado até as 18h, e recomeçando no mesmo horário aos domingos".

Uma grande variedade de esportes será coberta e especialistas em cada modalidade estarão apresentando os programas. Haverá ainda noticiários completos, plantões de última hora, e o acompanhamento de esportes em outros países (EUA nesta fase inicial), com imagens cedidas pela ESPN - esse é um serviço que a ESPN já vem oferecendo há algum tempo na terra do tio Sam.

Com o lançamento, a BigPond - que já tem serviços de video, games e música sob demanda por banda larga, além de uma pequena Austrália desenvolvida no Second Life - vai além da adaptação de formatos de programas já existentes. E enquanto ensaia passos como broadcaster, a operadora de telefonia avisa que o primeiro formato do BigPond Sports Weekend será experimental.

"Vamos ver como isso se desenvolve. Estamos trabalhando em novas mídias estaremos trabalhando nisso de forma constante. Algo na tela estará mudando a cada 30 segundos, como imagens, tema abordado, video, e mais,", disse Milne. "Não vai ser apenas um bando de caras sentados ao redor de uma mesa ou correndo em meio a um monte de tutus. Será informação esportiva hardcore."

Os usuários da Telstra podem pagar uma mensalidade de $ 9.95 para acesso ilimitado ao programa, $ 1.95 por um dia ou 50 centavos por cinco minutos de visualização; Consumidores que quiserem assistir um clipe em particular ou segmento sob demanda de vídeo serão cobrados 50 centavos por evento. BSW também estará disponível de graça via internet, mas apenas para clientes cadastrados BigPond.

O programa também prevê a inserção de anúncios publicitários, uma consequencia de parceria recém assinada da Telstra com a agência de publicidade digital WPP, que vai alimentar as redes online e mobile.
Nike ID - Web 2.0 criando sapatos e vendas
Por Garota MAD


A iniciativa já está circulando pela internet há mais de um ano, mas vale ser registrada aqui. O projeto Nike ID é certamente um exemplo de sucesso de aplicações de web 2.0 na indústria de calçados esportivos com retorno financeiro off line.

O site não só permite que você desenhe o modelo que mais teria o seu estilo, como dá às peças os nomes sugeridos pelos designers (gente que nunca teve uma aula de desenho ou estudou moda na vida) e, detalhe importantíssimo, põe as criações à venda.

Isso quer dizer que além de comprar um Nike exclusivo e personalizado, o tênis que você criou ainda pode ser vendido via internet para outros internautas que compartilham do seu gosto. Pra ficar melhor do que isso só faltava a Nike dar um percentual das vendas para os criadores das peças.

É uma tremenda ação de marketing, produção e vendas. Os internautas criam os tênis, abram mão dos design rights, compram os calçados e ainda compartilham a informação com os amigos (se encarregando da divulgação boca a boca - que ainda por cima é gratuita).


quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Desculpas, reconciliação e compen$ação
Por Garota MAD


No último dia 13, a Austrália deu um passo polêmico em sua história. O primeiro-ministro Kevin Rudd desculpu-se formalmente à comunidade aborígene pela mácula das gerações roubadas.

A verdade é que os nativos da Austrália e os degredados ingleses que por aqui se estabeleceram e criaram esta nação nunca se entenderam. Choque cultural? Com certeza...

Uma história muito parecida com a do nosso Brasil, até. Mas o que aconteceu pelas bandas de cá foi que, ao invés de dar as costas aos aborígenes, um político decidiu dar a eles a oportunidade de mudar de vida e integrarem-se à sociedade civilizada.

O governo australiano foi então atrás das crianças nativas, tirou-as do convívio com a família e deu-lhes novas identidades. Assim, do nada. Sequestraram as crianças que viraram então propriedade do estado australiano, negando o direito à sua herança cultural.

O tema é polêmico e eu confesso que ainda não tenho opinião formada. Há quem diga que o ato foi necessário para proteger os pequeninos, porque essas crianças sofriam todo tipo de abusos quando em sua comunidade de origem. Outros dizem que o que houve foi pura segregação racial e que as crianças foram levadas para o que lembravam campos de concentração.

Os que foram roubados, como vcs podem ver no vídeo abaixo, contam que sob a tutela do governo foram estuprados, passaram dias sem comida e lamentam nunca mais terem reencontrado sua família. Exatamente o que o governo queria impedir. Hoje, eles são pessoas com 50 - 60 anos. E que não exatamente se integraram à comunidade branca.

O que o Kevin Rudd propõe com o pedido de perdão é um recomeço, é reconciliar a população. É construir o futuro da Austrália com a participação dos descendentes originais da terra, é tomar as decisões em conjunto considerando os interesses dos dois grupos. A proposta é justa. Mas alguns aborígenes (como o barbudo que sequer carrega traços aborígenes no vídeo abaixo) falam que o querem é compensação financeira, não reconciliação.

Isso ainda vai dar tanto o que falar... Sem mais para o momento, segue o prometido vídeo.

SORRY porque está em inglês e sem legendas, mas acho que dá pra vcs pescarem alguma coisa. O barulho de fundo é do didgeridoo, instrumento aborígene feito com ex-galhos de árvores. O sopro, que produz o som, é conhecido como o canto das almas.